Sobre Queijos - Parte 1

Sobre Queijos

Para aproveitar todo o sabor do queijo é importante alguns cuidados na compra,
na manipulação e no armazenamento, mas o principal é conhecer cada um deles.

Qualquer que seja o tipo de queijo, a matéria-prima é uma só:
o leite, que pode ser de vaca, de ovelha, de cabra e de búfala.
Como acontece com os vinhos, as condições climáticas e geológicas têm influência no sabor e no estilo do queijo,
já que determinam a forma como o animal é criado e alimentado.
Assim, seu leite terá características específicas e irá determinar o sabor final do queijo.
A quantidade de gordura do leite, integral, semidesnatado, desnatado ou enriquecido com nata,
resulta em diferentes tipos de queijo.
Em alguns casos se usa o leite cru, não-pasteurizado (cada vez menos comum),
como no caso do queijo Taleggio do norte da Itália e a mistura de diferentes tipos de leite; de cabra, vaca e ovelha.
A quantidade de água que se elimina no processo de produção do queijo determina a maciez, o tipo de casca e o mofo que irá se desenvolver no queijo.
A casca é um dos primeiros aspectos a se avaliar em um queijo.


COMO COMPRAR
Em algumas lojas especializadas se pode contar com a ajuda de funcionários com conhecimento,
que dão boas sugestões mas quando você entra no supermercado
e se depara com uma grande quantidade de queijos, a escolha pode ser mais complicada.
Em caso de dúvida, procure experimentar o queijo antes de comprá-lo.
Como acontece com outros produtos, verifique a data de validade,
o aspecto e os cuidados com a temperatura à qual o queijo se encontra fato que pode alterar o processo de maturação.


Como Conservar
Preste atenção na temperatura e verifique sempre se o queijo mantém suas características durante o armazenamento.
Os queijos de massa dura devem ser envolvidos individualmente em filme plástico ou papel-alumínio,
neste caso, faça alguns furos com um garfo para que o queijo possa respirar e não ressequem.
Os queijos de massa macia como Brie e Camembert devem ser mantidos no próprio papel da embalagem,
que já é especial para sua conservação e guardados na geladeira, assim como os frescos e fundidos.
Os que apresentam mofo interno (os azuis) devem ser envolvidos em papel-alumínio.
Para conservar queijos duros por pouco tempo, deixe-os em uma queijeira,com base de madeira e tampa de vidro,
que não feche hermeticamente, permitindo que os queijos respirem.


OS TIPOS DE QUEIJOS
Os queijos podem ser classificados de acordo com o tipo de leite,
a textura, o grau de maturação e a intensidade de seu sabor e aroma.
A classificação mais comum é de acordo com a textura; queijos duros e semiduros, macios, frescos etc.
A consistência dos chamados queijos duros varia de lisa e fácil de cortar até a áspera e granulada.

Queijos duros:
Emmenthal, Gruyère, Grana (parmesão), Provolone, Pecorino, Chedar e Gouda.
Queijos macios:
Brie e Camembert,
Queijos azuis:
Roquefort e Gorgonzola.
Queijos frescos:
Queijo de cabra, Cream Cheese, Ricota, Cottage, Mascarpone e Feta.


Fonte: Internet.

Ilha de Paquetá | Rio de Janeiro

A Ilha de Paquetá
fica aproximadamente 17 km da Praça X,
no Centro da Cidade do Rio de Janeiro,
e está situada ao nordeste da Baía de Guanabara.


Como chegar:
O acesso à Ilha de Paquetá
é feito através de transporte marítimo.
Os passageiros são transportados por barcas
e catamarãs que atravessam a Baía de Guanabara.

Paquetá conta com restaurantes, botequins,
pousadas e hotéis, com pacotes para a Semana Santa,
feriados, diárias, temporadas e finais de semana.
Saiba mais sobre a Ilha de Paquetá

REAJUSTE DE TARIFA - Barcas Ilha de Paquetá.

REAJUSTE DE TARIFA - Barcas Paquetá.

A partir de 1º de março de 2012, entrará em vigor a nova Tarifa Aquaviária de Equilíbrio: Saiba mais em PRAÇA XV - PAQUETÁ- PRAÇA

Veja os Horários das barcas Rio-Paquetá, Paquetá-Rio,

A palavra "coisa" é um bombril do idioma.

A palavra "coisa" é um bombril do idioma.
Tem mil e uma utilidades.
É aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre
sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia. Coisas do português.

A natureza das coisas:
gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio.
Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar".
E no Nordeste há "coisar": "Ô, seu coisinha, você já coisou aquela coisa que eu mandei você coisar?".
Coisar, em Portugal, equivale ao ato sexual, lembra Josué Machado.
Já as "coisas" nordestinas são sinônimas dos órgãos genitais, registra o Aurélio.
"E deixava-se possuir pelo amante, que lhe beijava os pés, as coisas, os seios"
(Riacho Doce, José Lins do Rego).

Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa
tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta:
"Segura a coisa com muito cuidado / Que eu chego já."
E, como em Olinda sempre há bloco mirim equivalente ao de gente grande, há também o Segura a Coisinha.

Na literatura, a "coisa" é coisa antiga. Antiga, mas modernista:
Oswald de Andrade escreveu a crônica "O Coisa" em 1943.
A Coisa é título de romance de Stephen King. Simone de Beauvoir escreveu A Força das Coisas,
e Michel Foucault, As Palavras e as Coisas.

Em Minas Gerais , todas as coisas são chamadas de trem. Menos o trem,
que lá é chamado de "a coisa". A mãe está com a filha na estação,
o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a coisa!".
Devido lugar: "Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça (...)".
A garota de Ipanema era coisa de fechar o Rio de Janeiro.
"Mas se ela voltar, se ela voltar / Que coisa linda / Que coisa louca."
Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.
Sampa também tem dessas coisas (coisa de louco!),
seja quando canta "Alguma coisa acontece no meu coração", de Caetano Veloso,
ou quando vê o Show de Calouros, do Silvio Santos (que é coisa nossa).

Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino. Coisa-ruim é o capeta.
Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
Coisa de cinema! A Coisa virou nome de filme de Hollywood,
que tinha o seu Coisa no recente Quarteto Fantástico. Extraído dos quadrinhos,
na TV o personagem ganhou também desenho animado, nos anos 70.
E no programa Casseta e Planeta, Urgente! Marcelo Madureira faz o personagem "Coisinha de Jesus".
Coisa também não tem tamanho. Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira "coisíssima".
Mas a "coisa" tem história na MPB. No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966,
estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré
("Prepare seu coração / Pras coisas que eu vou contar"),
e A Banda, de Chico Buarque ("Pra ver a banda passar / Cantando coisas de amor"),
que acabou de ser relançada num dos CDs triplos do compositor, que a Som Livre remasterizou.
Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva).
E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas: "Coisa linda / Coisa que eu adoro".

Cheio das coisas. As mesmas coisas, Coisa bonita, Coisas do coração,
Coisas que não se esquece, Diga-me coisas bonitas, Tem coisas que a gente não tira do coração.
Todas essas coisas são títulos de canções interpretadas por Roberto Carlos,
o "rei" das coisas. Como ele, uma geração da MPB era preocupada com as coisas.
Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade
(afinal, "são tantas coisinhas miúdas") .
Já para Beth Carvalho, é de carinho e intensidade ("ô coisinha tão bonitinha do pai").
Todas as Coisas e Eu é título de CD de Gal.
"Esse papo já tá qualquer coisa...Já qualquer coisa doida dentro mexe."
Essa coisa doida é uma citação da música Qualquer Coisa, de Caetano,
que canta também: "Alguma coisa está fora da ordem."

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar.
Uma coisa de cada vez, é claro, pois uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.
E tal coisa, e coisa e tal. O cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.
O cheio das coisas, por sua vez, é o sujeito estribado. Gente fina é outra coisa. Para o pobre,
a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.
A coisa pública não funciona no Brasil. Desde os tempos de Cabral.
Político quando está na oposição é uma coisa, mas, quando assume o poder,
a coisa muda de figura. Quando se elege, o eleitor pensa: "Agora a coisa vai."
Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia!
O eleitor já está cheio dessas coisas!
Coisa à toa. Se você aceita qualquer coisa, logo se torna um coisa qualquer,
um coisa-à-toa. Numa crítica feroz a esse estado de coisas, no poema Eu, Etiqueta,
Drummond radicaliza: "Meu nome novo é coisa. Eu sou a coisa, coisamente."
E, no verso do poeta, "coisa" vira "cousa".

Se as pessoas foram feitas para ser amadas e as coisas, para ser usadas,
por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas?
Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas.
Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, "deixemos de coisa, cuidemos da vida, senão chega a morte ou coisa parecida",
cantarola Fagner em Canteiros, baseado no poema Marcha, de Cecília Meireles, uma coisa linda.
Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento:
"Amar a DEUS sobre todas as coisas".
Entendeu o espírito da coisa?

Fonte: Internet.